A Ecologia de Paisagens é uma área da Ecologia que estuda a estrutura, dinâmica e as funções de ecossistemas em ambientes naturais ou alterados pelo ser humano. Embora seus princípios não estejam associados a uma escala específica, é comum a visão de que 'paisagem' repreesente uma determinada escala de trabalho. Geralmente a paisagem é colocada entre o nível de ecossistemas e biomas na abordagem hierárquica de organização da biodiversidade.

Nos estudos associados com a Ecologia de Paisagem, como avaliações do estado de fragmentação de ambientes naturais, conectividade estrutural ou funcional dos elementos da paisagem, efeitos da mudança da estrutura da paisgem sobre a biota e simulações de movimentações ou dinâmica da paisagem geralmente são utilizadas métricas que descrevem os padrões encontrados. As métricas estão associadas aos três elementos básicos que compõem uma paisagem: matriz, mancha e corredor.

corredor

A matriz representa o elemento (tipo de ecossistema) que ocupa a maior área, possui a mais extensa conectividade ou que exerce a maior influência sobre os demais elementos. Há também uma visão bastante comum de que a paisagem, em ambientes impactados pelas atividades humanas, é todo o conjunto de elementos não naturais (pastos, áreas de agricultura, estradas, cidades, represas, solo nu) que existem em uma paisagem.

As manchas (do inglês patch) correspondem aos ecossistemas (naturais ou não) que estão inseridos na matriz de paisagem. Considera-se uma mancha um determinado tipo de ecossistema que está fisicamente isolado ou separado de outra mancha do mesmo tipo de ecossistema. As manchas podem ser resultante do processo de fragmentação (quebra de uma continuidade) ou também resultantes de um processo de perturbação (uma área desmatada dentro de um ecossistema nativo, por exemplo). As manchas podem ser permanentes ou temporárias e essa dinâmica influencia decididamente como a biota se comporta ao longo do tempo.

Os corredores são os elementos lineares que promovem ou facilitam a conexão entre os demais ecossistemas na paisagem. Os corredores, entretanto, podem também representar barreiras que restringem a movimentação das espécies na paisagem.

matriz

 

No Laboratório de Planejamento para a Conservação da Biodiversidade utilizamos a abordagem da Ecologia de Paisagens para desenvolver estudos ecológicos teóricos e aplicados sobre a biota do Cerrado, em especial a fauna de vertebrados (anfíbios, répteis squamata, aves e mamíferos). Alguns projetos de pesquisa de mestrandos e doutorandos usam a Ecologia de Paisagens como a base para seus estudos, avaliações e diagnósticos.

Para saber um pouco mais sobre os projetos associados ao LaBIO, veja a seção correspondente. A disciplina de Ecologia de Paisagens é oferecida regularmente (todo o primeiro semestre de cada ano) no Curso de Pós-Graduação em Ecologia da UnB. 

Na seção Links, situada no menu superior, existem alguns links para programas que são utlizados para o cálculo de métricas, processamento de informações espaciais e análises estatísticas.

No LaBIO são desenvolvidas as seguintes pesquisas dentro da Ecologia de Paisagens:

  • Análises de fragmentação e efeitos sobre a fauna
  • Modelagem da dinâmica de uso do solo
  • Ocupação da paisagem por espécies de aves (às vezes outros grupos taxonômicos também)
  • Desenho de corredores de dispersão em ambientes fragmentados
  • Avaliação do efeito da heterogeneidade da matriz sobre o isolamento de áreas nativas
Go to top